“34 Milhões Sem Água e 90 Milhões Sem Esgoto: o que deu errado no Brasil em 5 anos?”
O Brasil é um país com grande potencial econômico e social, mas quando se trata do saneamento básico, a realidade é muito diferente. Cinco anos após a entrada em vigor do Marco Legal do Saneamento Básico, o país não apresentou uma evolução significativa nos indicadores de saneamento básico. De acordo com um estudo recente, ainda há aproximadamente 34 milhões de pessoas que não acessam sistemas formais de água e mais de 90 milhões sem coleta de lixo e tratamento de esgotos.
Os dados são alarmantes e mostram que o Brasil está longe de alcançar a universalização do saneamento básico. A falta de acesso à água potável e ao sistema de esgoto é um problema que afeta principalmente as comunidades mais vulneráveis, como as periferias urbanas e as áreas rurais. Além disso, a falta de coleta de lixo e tratamento de esgotos também contribui para a contaminação do meio ambiente e para a saúde pública.
O estudo Avanços do Marco Legal do Saneamento Básico no Brasil de 2025, divulgado pelo Instituto Trata Brasil, destaca que o período de cinco anos ainda é curto para medir as mudanças. São necessários projetos, licenciamentos e a realização de obras de infraestrutura, que são demoradas, é provável que a melhoria nos indicadores ocorra no médio e no longo prazo. No entanto, isso não justifica o fato de que os dados não mostram avanços significativos no atendimento à população.
Os números são claros: em 2019, o atendimento de água era de 83,6 da população, enquanto em 2023 foi de 83,1, uma queda de 0,5 ponto percentual. Já o acesso aos serviços de coleta de lixo aumentou de 53,2 para 55,2, um acréscimo de 2 pontos percentuais. O tratamento de esgoto passou de 46,3 para 51,8, mostrando a melhor evolução, mas ainda está longe da meta de universalização.
A falta de avanços no saneamento básico tem consequências graves para a saúde pública e o meio ambiente. A contaminação do solo e das águas é um problema sério que afeta as comunidades mais vulneráveis. Além disso, a falta de coleta de lixo contribui para a proliferação de doenças transmitidas por vetores, como a dengue, a chikungunya e a zika. É fundamental que o governo e os órgãos responsáveis tomem medidas concretas para melhorar a situação do saneamento básico no país.
Em resumo, os dados são alarmantes e mostram que o Brasil está longe de alcançar a universalização do saneamento básico. É necessário que sejam tomadas medidas concretas para melhorar a situação, incluindo a implementação de projetos de infraestrutura, a criação de programas de educação e conscientização e a melhoria da gestão dos recursos hídricos. A saúde pública e o meio ambiente dependem disso.
