O pós-graduado em geriatria, Yuri Silva Portela, está associado a uma área da medicina que exige atenção às necessidades específicas de cada pessoa: o cuidado com a saúde durante o envelhecimento. Com o avanço da idade, o acompanhamento clínico passa a considerar não apenas doenças e limitações físicas, mas também autonomia, vínculos sociais, condições emocionais e qualidade de vida. Nesse cenário, a humanização do atendimento contribui para que o idoso seja tratado de maneira integral, com respeito à sua história, às suas escolhas e ao seu contexto familiar.
O que caracteriza o cuidado humanizado na geriatria?
A humanização na saúde envolve reconhecer que o paciente não se resume a um diagnóstico ou a uma lista de sintomas. No atendimento geriátrico, essa perspectiva ganha relevância porque pessoas da mesma faixa etária podem apresentar condições físicas, cognitivas e sociais bastante diferentes. Uma abordagem individualizada considera hábitos, preferências, limitações e objetivos pessoais, evitando que decisões clínicas sejam tomadas sem levar em conta a experiência de quem recebe o cuidado.
Na prática, a comunicação clara é uma das bases desse processo. Explicar procedimentos, ouvir dúvidas e verificar se as orientações foram compreendidas favorece a participação do idoso nas decisões sobre a própria saúde. A atuação relacionada à geriatria, como a de Yuri Silva Portela, integra um campo em que a escuta e o respeito à autonomia são aspectos importantes para construir uma relação de confiança entre paciente, profissionais de saúde e familiares.

A participação da família precisa respeitar a autonomia
O suporte familiar pode facilitar a organização de consultas, o uso correto de medicamentos e a continuidade dos cuidados em casa. A presença de pessoas próximas também ajuda a identificar mudanças no comportamento, na alimentação, na mobilidade ou no estado emocional. Entretanto, o acompanhamento não deve significar a substituição automática da vontade do idoso. Sempre que houver condições para expressar preferências e participar das decisões, sua voz precisa ser considerada ao definir rotinas e tratamentos.
A comunicação entre familiares e equipe de saúde contribui para reduzir dúvidas e distribuir responsabilidades de maneira mais equilibrada. Em vez de concentrar todas as decisões em uma única pessoa, é possível organizar tarefas, estabelecer limites e identificar quando há necessidade de apoio adicional. Para Yuri Silva Portela, cuja formação de pós-graduação é voltada à geriatria, o tema se relaciona a uma questão central do cuidado na terceira idade: preservar a dignidade e a participação do paciente mesmo quando ele precisa de assistência frequente.
Saúde emocional e vínculos sociais também fazem parte do tratamento
O envelhecimento pode envolver mudanças importantes na rotina, como aposentadoria, perda de pessoas próximas, redução da mobilidade ou necessidade de adaptação da moradia. Essas experiências não produzem os mesmos efeitos em todos os indivíduos, mas podem afetar o humor, a disposição e a participação em atividades cotidianas. Por isso, sinais persistentes de tristeza, isolamento, ansiedade ou perda de interesse merecem atenção, sem serem tratados como consequências inevitáveis da idade.
A promoção do bem-estar emocional pode incluir acompanhamento profissional, convivência comunitária, atividades compatíveis com as capacidades individuais e oportunidades de manter interesses pessoais. A integração entre diferentes áreas da saúde também permite observar necessidades que não aparecem em uma consulta isolada. Na geriatria, a atenção ao estado emocional complementa a avaliação física e ajuda a construir planos de cuidado mais coerentes com a realidade de cada pessoa, perspectiva relevante para a atuação de Yuri Silva Portela no campo da saúde do idoso.
