De acordo com a Dra. Dayse Ketren Souza, o cérebro humano possui uma habilidade fascinante de adaptação ao longo da vida, um fenômeno conhecido como neuroplasticidade. Essa capacidade permite que ele se reorganize em resposta a experiências, aprendizados e até mesmo danos. Por meio da formação e do fortalecimento de novas conexões neurais, o cérebro pode recuperar funções perdidas e aprimorar habilidades.
Sendo assim, compreender esse mecanismo é essencial para explorar seu potencial e promover uma mente mais resiliente e saudável. Continue a leitura deste artigo e descubra como o cérebro se adapta e como você pode fortalecê-lo com hábitos simples e eficazes.
Como o cérebro se adapta após uma lesão?
Quando ocorre uma lesão cerebral, seja devido a um AVC, trauma ou doença neurológica, o cérebro ativa mecanismos para minimizar os danos e reorganizar suas funções. Dayse Ketren Souza explica que isso acontece porque os neurônios possuem a capacidade de criar novas conexões ou fortalecer aquelas que ainda estão intactas, garantindo a continuidade de processos essenciais. Assim, mesmo após danos severos, o cérebro encontra maneiras de se reconfigurar e recuperar funções perdidas.
A reabilitação desempenha um papel fundamental nesse processo. Terapias específicas, como fisioterapia, fonoaudiologia e estimulação cognitiva, ajudam a reforçar conexões neurais e incentivar a plasticidade cerebral. Além disso, a repetição de tarefas, aliada a um ambiente enriquecido, contribui para que outras áreas do cérebro assumam funções anteriormente realizadas por regiões afetadas. Dessa forma, muitas pessoas conseguem recuperar habilidades motoras, linguagem e até mesmo a memória.

De que forma os hábitos influenciam as conexões neurais?
Os hábitos desempenham um papel crucial na modelagem das redes neurais do cérebro. A repetição de determinadas atividades fortalece conexões específicas, tornando processos automáticos e mais eficientes. Isso explica como conseguimos aprimorar habilidades com o tempo, seja na música, nos esportes ou até mesmo no raciocínio lógico. Por outro lado, a falta de uso de certas conexões pode levar ao seu enfraquecimento ou até à sua eliminação, como acontece quando esquecemos um idioma que não praticamos há anos.
Além disso, hábitos negativos, bem como o sedentarismo, o estresse constante e noites mal dormidas, podem prejudicar a plasticidade cerebral. Segundo a Dra. Dayse Ketren Souza, a neurociência tem demonstrado que uma rotina equilibrada, com exercícios físicos, alimentação adequada e estímulos intelectuais, contribui para um cérebro mais ativo e saudável. Portanto, pequenas mudanças no cotidiano podem ter um impacto profundo na capacidade cognitiva ao longo do tempo.
Como potencializar a neuroplasticidade no dia a dia?
Existem diversas maneiras de estimular a neuroplasticidade e manter o cérebro em constante evolução. Aprender algo novo, como tocar um instrumento, praticar um novo idioma ou desenvolver uma habilidade manual, são formas eficazes de fortalecer conexões neurais, conforme destaca Dayse Ketren Souza. Além disso, resolver desafios mentais, como quebra-cabeças e jogos estratégicos, estimula diferentes áreas do cérebro e promove maior flexibilidade cognitiva.
Outro fator essencial para potencializar a neuroplasticidade é a interação social. Conversar, debater ideias e participar de atividades em grupo ajudam a ativar circuitos neurais relacionados à linguagem, memória e empatia. Além disso, manter uma rotina de sono regular, alimentar-se bem e praticar exercícios físicos são estratégias fundamentais para sustentar a saúde cerebral. Ao incorporar esses hábitos no dia a dia, é possível garantir um funcionamento cognitivo mais eficiente e prolongado.
Transforme seu cérebro com hábitos positivos
Em resumo, a neuroplasticidade permite ao cérebro evoluir e se adaptar constantemente. Com os estímulos certos, ele pode superar desafios, recuperar funções e aprimorar habilidades. Hábitos como aprendizado contínuo, socialização e autocuidado fortalecem as conexões neurais. Assim como pontua a Dra. Dayse Ketren Souza, investir nesses aspectos é essencial para um cérebro mais saudável e resiliente ao longo da vida.
Autor: Lachesia Inagolor
Fonte: Assessoria de Comunicação da Saftec Digital